segunda-feira, 26 de março de 2012

Livros que Marcaram - Por Leandro Roberto


Como já diz o título, farei aqui uma pequena lista de livros que marcaram. Alguns, marcaram gerações, outros, toda uma nação de leitores.

Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Dom Casmurro é meu preferido por diversos motivos, mas basicamente esse é o livro que mostra toda a genialidade de Machado de Assis. Um a história empolgante e envolvente com vários elementos, uma trama bem feita e uma narrativa instigante, além de claro a maior pergunta da literatura brasileira: ''Capitu traiu ou não Bentinho?''

O debate sobre essa questão é uma das coisas mais legais na leitura do livro, além de todo o prazer que proporciona, com todo seu realismo nas relações entre as personagens, e, ainda o modo como é contada a história e as diversas citações do autor.

Memórias Póstumas de Brás Cubas tem basicamente as mesmas qualidades, além de ser o livro que é considerado o 'fundador' do Realismo brasileiro. Tem uma narrativa que não segue uma ordem cronológica exata.



Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Ordem da Fênix
Apesar de na minha opinião a série ter decaído com o passar do tempo, ela sem dúvida tem aquele algo mais que é tão importante nas séries de sucesso. Com o perdão da palavra, ela tem uma certa magia digamos assim.

A história é conhecida por praticamente todo mundo, e segue a trajetória de aventuras do bruxo Harry e suas descobertas no novo mundo mágico que conheceu. São livros divertidos e originais, que misturam diversas lendas de maneira convincente e por incrível que pareça realística, mantendo os leitores sempre interessados.

Considero que a série se divide em duas partes: A infantil e a mais adolescente, com menos ênfase na tal magia, e que tem seu ''início'' a partir do quinto livro, por isso a indicação. Os melhores livros de cada fase na minha opinião.


O Menino Maluquinho

Coloco um livro infantil que me faz ter uma grande nostalgia, mas além disso o considero uma ótima história para crianças. O Menino Maluquinho. Um dos primeiros livros que li e sem dúvida inesquecível. Não tem como uma criança (até mesmo um adulto) não gostar. A história mostra um menino feliz, que brinca, que corre e que também tem problemas. Um dos mais famosos livros infantis brasileiros e escrito pelo grande escritor/ilustrador Ziraldo. A mensagem final que é passada é emocionante.

E você? Quais livros te marcaram?
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segunda-feira, 19 de março de 2012

Grandes Filmes Nacionais


Dos mais diversos gêneros e estilos, essa lista compreenderá filmes que marcaram o cinema brasileiro ou que pelo menos deixaram sua contribuição.  Fazendo uma rápida pesquisa na internet pude perceber que grande parte das listas com o intuito semelhante desta aqui possuem filmes menos populares e muitos não tão recentes. Portanto, existe a possibilidade de que fãs de Glauber Rocha, de filmes como “Deus e O Diabo na Terra do Sol”, fiquem um pouco decepcionados. De uma forma ou de outra, confiram:

Tropa de Elite 2 (2010): Foi uma grande surpresa, pois embora o primeiro tenha sido muito bom, todos esperavam por uma mera repetição nessa continuação. Mas não foi isso que aconteceu. José Padilha, diretor dos dois filmes, deixou todos de boca aberta. Assisti a esse filme na Reserva Cultural, que é um espaço que fica na Paulista e todos o ovacionaram. A trama, dessa vez centrada em questões políticas e em aspectos sociais, aborda a corrupção em suas diversas escalas e apresenta a forma como isso repercute nos cidadãos. Se no primeiro filme o protagonista Capitão nascimento, interpretado por Wagner Moura, cria toda uma aura fascista em torno de si, neste as coisas já são diferentes e tomam proporções surpreendentes.

Cidade de Deus (2002): Dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, Cidade de Deus concorreu a 4 Oscars: Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem e Melhor Fotografia. Também foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A história é inspirada em fatos reais e mostra o cotidiano, no decorrer de quase uma década, de uma criança que cresceu na favela que dá nome ao filme.

Central do Brasil (1998): Aqui temos outro filme que concorreu ao Oscar, tendo recebido duas indicações: Melhor Filme de Língua Estrangeira e Melhor Atriz, pela ótima atuação de Fernanda Montenegro. E ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Também foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Atriz, por Fernanda Montenegro. Walter Salles, o diretor, fez um trabalho magnífico ao mostrar como o menino Josué (Vinícius de Oliveira) e a mulher Dora (Fernanda Montenegro) se aproximam quando o garoto parte em busca de seu pai, após sua mãe morrer atropelada bem diante de seus olhos.

O Auto da Compadecida (2000): Dirigido por Guel Arraes, o longa acompanha a trajetória de João Grilo (Matheus Nachtergaele), um trambiqueiro e malandro que se utiliza de todos os meios para sobreviver às agruras do Sertão. Ao seu lado está o fiel companheiro Chicó (Selton Mello). No meio de uma confusão em que se mete, João Grilo acaba morrendo e indo parar no purgatório, onde será julgado. Comédia muito bem produzida e os atores que interpretam os protagonistas não poderiam ter sido escolhidos de forma melhor.

Tropa de Elite (2007): Essa é a primeira parte do filme citado no topo da lista. Nascimento,   Capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro) procura por um homem que reúna todas as características essenciais para substituí-lo em suas funções. Tido por muitos como fascista, o filme mostra o treinamento e a operação do forte batalhão que combate o tráfico, muitas vezes deixando completamente de lado todas as noções de Direitos Humanos, que, aliás, é zombado e descreditado em algumas passagens.

Memórias Póstumas (2001): Adaptação do fantástico livro de Machado de Assis, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Como já diz o título, o nosso protagonista Brás Cubas (Reginaldo Farias), já falecido durante a história, nos apresentará suas memórias. Se o livro em si já é uma obra prima, essa ótima adaptação o homenageia muito bem.




O Xangô de Bakerstreet (2001): Ótima adaptação do livro de mesmo nome escrito por Jô Soares. A história traz uma trama muito bem construída que mistura fatos históricos com ficção (como é típico dos livros de Jô Soares, tal como “O Homem Que Matou Getúlio Vargas”). Quando uma série de assassinatos misteriosos começa a ocorrer e ligados a estas mortes está um valioso violino, o Stradivarius, Sherlock Holmes, o icônico detetive inglês, e seu companheiro Dr. Watson, são chamados para investigar. Comédia engraçadíssima e muito bem produzida pelo diretor Miguel Faria Jr.

Que outro filme você acrescentaria a essa lista? O espaço para comentários está aberto. Aproveite também e siga a nossa Página no Facebook.
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segunda-feira, 12 de março de 2012

Recomendações de Leitura do AL #1


Começa nesse post a coluna Recomendações de Leitura. Em cada edição dela faremos 5 indicações de livros. Em cada lista que fizermos, em geral não haverá ordem alguma a ser seguida, exceto no caso de eventualmente fazermos sugestões dentro de um gênero literário específico. Embora classifiquemos em 1°, 2° e assim por diante, isso, nesse caso, não representa uma ordenação decrescente de qualidade. Tendo explicado tudo, fiquem agora com as nossas recomendações.

1° O Xangô de Baker Street: Livro hilário escrito por Jô Soares. Quando um valioso violino, o Stradivarius, desaparece e, estranhamente, prostitutas começam a ser mortas no que parece ser um estranho padrão, o detetive inglês Sherlock Holmes, a convite da monarquia brasileira, vem ao Brasil investigar o caso. A trama é construída de forma magistral e envolvente e o desfecho é no mínimo genial.
Editora: Companhia das Letras


2° Paciente 67 (Shutter Island): Obra prima de Dennis Lehane que originou o ótimo filme Ilha do Medo (Shutter Island), do diretor Martin Scorsese. A trama começa com o desaparecimento de Rachel Solando, paciente do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, destinado a doentes mentais criminosos. O xerife Teddy Daniels é então incumbido de investigar e encontrar a paciente. À medida que Daniels investiga o hospital, os funcionários e conversa com os demais pacientes, o lugar toma um tom diferente e surge em sua mente o forte pressentimento de que algo está errado.
Editora: Companhia das Letras

3° Anjos e Demônios (Angels & Demons): Romance policial escrito por Dan Brown, esse livro marca a primeira aventura do professor de simbologia, Robert Langdon. E, em minha opinião, esse é o melhor livro escrito por Brown; melhor inclusive que o Código Da Vinci, seu romance mais famoso. Na trama, Langdon é chamado ao Cern para ajudá-los a entender o assassinato de um físico e, principalmente, a descobrir a localização de um artefato roubado que, nas mãos erradas, pode ser a arma mais poderosa já vista. O interessante é que uma organização, acreditada extinta, os Illuminati, assume a responsabilidade do assassinato, do roubo e afirmam que a Cidade do Vaticano será apagada do mapa. Começa então uma corrida contra o tempo (que é curto) para evitar que isso aconteça.
Editora: Sextante


4° O Hobbit (The Hobbit): Prelúdio de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. Se você já leu a saga do anel, sabe que não é umas das leituras mais fáceis e empolgantes, mas saiba também que com o O Hobbit a coisa é bastante diferente. Não existe nada de rebuscado na escrita e tudo flui muito bem. Acompanhamos a trajetória de Bilbo Bolseiro, junto com Gandalf e os anões Thorin, Dwalin, Balin, Bombur, Bofur, Bifur, Nori, Ori, Dori, Oin, Gloin, Fili e Kili. Não há motivo para preocupação, pois vocês não terão que decorar o nome de todos os anões para conseguir acompanhar o andamento da história. Os anões, chefiados por Thorin e contando com a ajuda do mago Gandalf e do atrapalhado Bolseiro rumarão em busca do seu tesouro roubado, que é guardado pelo temido dragão Smaug.
Editora: WMF
5° Artemis Fowl - O Menino Prodígio do Crime: Primeiro livro da série criada por Eoin Colfer. É um livro bem gostoso de ler, no qual o protagonista é um mal-humorado garoto de 12 anos. Mas não é um menino qualquer, claro, mas sim um gênio do crime, interessado no ouro das fadas. Na história existe todo um mundo composto por fadas, mas que é oculto dos demais humanos. Eu sei que lembra Harry Potter, mas adianto que as semelhanças acabam aqui. As propostas são totalmente diferentes. É indicado para qualquer faixa etária.
Editora: Record



Se você já leu algum desses livros, deixe seu comentário dizendo o que achou. Se ainda não leu nenhum, deixe um comentário também, seja para tirar dúvidas ou para compartilhar suas expectativas.
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segunda-feira, 5 de março de 2012

Os Personagens mais sensíveis dos desenhos


Quase todo desenho animado possui um personagem mais sensível e delicado. Em alguns desenhos/animações eles recebem maior ou menor atenção, mas quase sempre são personagens secundários. Em geral se tornam o ídolo das garotinhas ou motivo de piada entre meninos. Nunca vai faltar quem diga: “Humm, sei não hein...” ou “Ah, esse é! Certeza”. Gays ou não, esse post tratará de alguns personagens mais sensíveis e delicados do mundo dos desenhos.

Vale ressaltar que eles estão predominantemente presentes em animes e mangás, embora também marquem presença nos outros estilos de desenhos. Existe uma explicação bastante interessante para a grande presença desses personagens na cultura japonesa, envolvendo a própria forma como ocorriam os treinamentos dos samurais na era guerreira do Japão e influências posteriores de outros aspectos da própria cultura e de outras. Deixarei ao final do post um link para um artigo sobre o assunto.

Agora vamos aos nossos personagens!



Piu-Piu: É um passarinho que vive perseguido pelo gato Frajola. Ele é tão delicado e afeminado que só fui descobrir que se tratava de um passarinho macho quando eu já era adulto. Passei minha infância pensando que fosse um pássaro fêmea.




He-Man: Adam é o príncipe do mundo de Etérnia e, junto com seus amigos, o protege contra as ambições malévolas do seu arqui-inimigo Skeletor. Quando Adam levanta sua espada ao céu e grita a frase “Pelos poderes de Grayskull, eu tenho a força!” por magia sua roupa rosa-choque se transforma e reduz-se a uma sunguinha. Dessa forma ele fica preparado para lutar contra o vilão do seu mundo, igualmente suspeito, diga-se de passagem.




Vega: Personagem do desenho Street Fighter, Vega não sabe se luta ou se protege seu belo rosto. Em uma luta com a Chun Li, ele entra em crise e dá o maior piti quando ela arranha sua face. “My beautiful face is ruined!”.







Haku: Sensível, delicado e de movimentos harmoniosos à lá Bambi, ele deixa Naruto confuso e perplexo. Pra ele não basta apenas ser idêntico a uma mulher, precisa também vestir uma saia. Laerte Coutinho que morra de inveja.





Shun de Andrômeda: Do universo de Cavaleiros dos Zodíacos, Shun é o único a usar uma armadura rosa. Isso por si só não significa nada, claro, mas ele também é o ser mais puro e altruísta da história. Mesmo sendo um cavaleiro, teme ferir seus rivais. Luta com correntes e, por mais preconceituoso que possa parecer, desmunheca em todas as oportunidades.





Kurama: Bastante semelhante a Shun, citado acima, mas de outro desenho: Yu Yu Hakusho. Ao invés de correntes, sua principal arma é uma rosa. Rosa esta que se transforma num chicote. Convenhamos que  não é a arma mais máscula do mundo. Acho que não preciso dizer muito mais...





Misty de Lagarto: Se algum dos personagens citados é assumido, com certeza é esse. Em sua luta contra Seiya, no anime, ele chega a interromper o duelo para poder se ''banhar'' no mar... Misty, assim como o próximo na lista, também faz parte do universo dos Cavaleiros dos Zodíaco.




Afrodite de Peixes: O mais belo e sensual de todos os cavaleiros. Desfila pelos templos com uma rosa vermelha entre os lábios. Seu nome é uma referência à deusa do amor e da beleza. Seus golpes e habilidades também consistem no uso de rosas.


Esses são os personagens que fazem parte da minha lista dos mais sensíveis e delicados do mundo dos desenhos. Qual mais você acrescentaria à lista?

Deixo também a recomendação do artigo do qual havia falado no início do post: “Por que os heróis parecem garotas?”

Quero ressaltar que qualquer termo que possa ter tomado uma conotação pejorativa de forma alguma possui o mínimo objetivo de ofender. Nós do Abertura Lateral não possuímos qualquer intenção de instigar preconceitos e desprezamos a homofobia.
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