terça-feira, 14 de junho de 2011

Saltar de Paraquedas – O mito do custo e os Prós e Contras

Muitos colocam o salto de paraquedas na lista (mesmo que seja uma lista mental) de coisas a fazer antes de morrer. É comum, ao falar de esportes, acabar entrando nesse tema e não raramente alguém diz: “Um dia farei isso”. Era o que eu dizia.

Como típico paulistano que sou, estou acostumado a usar o tempo livre indo a lugares que paulistanos gostam (ou não gostam, mas faltam opções) de ir: shoppings (principalmente por causa dos cinemas), bares, festinhas, churras (embora eu seja vegetariano), exposições, boliches, peças de teatro etc.
Mas por mais diversificadas que sejam as opções em São Paulo, chega um momento em que somos tomados por um profundo tédio, e é aí que alguns vão para o litoral, pra sair um pouco da rotina da metrópole. Mas eu queria algo diferente, algo novo.

Então, sem mais delongas, peguei um ônibus na Estação Barra Funda, fui para Boituva (cidade do interior de São Paulo) e saltei de paraquedas.
Sim, foi bastante legal e uma experiência memorável. Mas não quero ficar descrevendo a sensação de estar caindo a mais de 100km/h (o que é muito legal), nem a sensação de estar voando com um paraquedas (que também é muito legal), o que quero é quebrar um mito e falar dos prós e contras.

O mito do preço/custo: o que me fez protelar essa minha vontade durante anos e anos foi pensar que se tratava de algo extremamente dispendioso($).
E eu não era o único a achar isso. Meus amigos pensavam o mesmo: “Coisa de rico!”. Pode até ser que a maioria das pessoas que saltam sejam provenientes das classes sociais mais altas (não foi meu caso), mas isso ocorre devido ao fato de os mais pobres nem cogitarem usar o tempo pesquisando sobre o assunto, por já julgarem como algo inacessível.

Claro que não é algo como ir num cinema. Não é baratérrimo, mas também não é caro como muitos pensam. Na empresa que eu saltei (Brasil Paraquedismo), o valor varia entre 300,00 e 315,00 aproximadamente.
No momento eles estão cobrando 315,00, mas quando eu saltei eu paguei 290,00, isso com DVD do salto incluso e mais o rápido treinamento.
Detalhe, eles parcelam tudo no cartão de crédito! Imaginem minha raiva quando descobri, quando cheguei lá, que tinha esquecido o cartão de crédito em casa...
 
Não é um programa convencional de feriado, pelo menos não para os pobres, grupo no qual me incluo, mas pode sim ser algo planejado, pra se fazer em algum momento do ano, junto com os amigos(as) que você tiver convencido.

Outro detalhe (banal) é que muitos dizem “pular de paraquedas” e no dia do salto fui prontamente corrigido.
E não podemos nos esquecer da altura do salto. Não sei se existe algum consenso entre as empresas de paraquedismo, mas para o salto duplo (que foi o que eu fiz) a altura ocorre a partir de 12.000 pés. Isso equivale a 4.000 metros.

Também não posso deixar de citar mais um detalhe: para mim, o momento mais tenso não foi durante o salto, mas sim alguns segundos antes, ainda dentro do avião, quando o instrutor abriu a porta e me deparei com aquele mar de nuvens e o som ensurdecedor do vento. A melhor parte foi essa. Esse foi o momento (durante esse processo) em que realmente me senti mais vivo. Quando estava ali, prestes a saltar.

Prós:
Bom, pelos motivos que já citei acima.
Não é tão caro assim, é uma experiência única, você pode parcelar o sofrimento em diversas vezes no cartão de crédito. Se você mora em São Paulo capital, a distância é pequena. Uma hora de carro e, se você, assim como eu, tiver que ir de ônibus, a passagem para Boituva é barata.

Contras: Devo começar já com um aviso muito importante, para deixar todos (principalmente os homens) preparados... Depois de aproximadamente um minuto de queda livre o paraquedas irá se abrir (ainda bem...), mas no momento que isso acontecer... Imagine que você está num carro a 150km/h e bate num muro... Agora imagine que o sinto de segurança não está no seu peito, mas sim na sua virilha. Imaginou? Pois é...

Fora o fato de você passar o resto do dia andando como um cawboy, não vejo outros pontos negativos.

Um adendo: se for o seu primeiro salto, o mesmo acontecerá junto com um instrutor. Ele ficará preso a você com fivelas de segurança durante todo o salto. Isso pode render algumas piadas por parte dos seus amigos, mas faz parte. O humor é necessário.


Fora a Brasil Paraquedismo, há outras companhias do mesmo tipo em Boituva, entre elas: Skydive Boituva, Sky Company e Paraquedismo Boituva
Avião do salto.

7 comentários:

  1. Este é uma coisa que eu gostaria de fazer, mas na minha imaginação vejo-me a montar uma asa delta antes ainda no ar (culpa da série McGyver) e aterrar usando-a em vez de pára-quedas.

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  2. Também tenho muita vontade de voar numa Asa-Delta.
    Aliás, sou suspeito pra falar, pois tenho vontade de praticar praticamente todos esses esportes mais emocionantes.

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  3. O desporto mais emocionante que eu gostaria de participar era uma maratona de sexo, não sei para quando vai ter nos jogos olímpicos.

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  4. Já pensei em salta, mas tenho ficado medrosa com o passar dos anos. Já tive e ainda tenho vontade de usar asa delta.
    Gosto de altura... de escalar, embora não o faça há muito tempo.

    E.. mfmfm.....Ri alto do comentário do Pentacúspide agora!

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  5. Mari, quanto mais medo você tiver, mais legal e emocionante será.
    Não deixe o medo te dominar, use-o.

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  6. Não é exatamente medo, eu diria que a audácia diminuiu. ... parece que, enquanto o tempo passa, a gente começa a ficar um pouco mais cauteloso.

    A propósito, aproveitando o espaço, estou te repassando uma tag, se quiseres participar, o tema é este:

    http://devaneiosedesvarios.blogspot.com/2011/06/desafio-2.html

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  7. Mari, oi!
    Achei interessante.
    Mas como o tema não é muito compatível com o blog, vou aguardar pelo próximo.
    Quando tiver algum no qual se tenha que escrever sobre algum filme ou livro ou qualquer coisa do tipo, aí eu participarei sim

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