domingo, 8 de maio de 2011

Estadão – Não respeitam ninguém



No dia 28 de fevereiro deste ano, quando inocentemente atendi o telefone, deparei-me com o seguinte:

Vendedor
do Estadão por telefone: "Senhor, você foi selecionado entre pessoas de altas credenciais (???) para estar recebendo (sic), gratuitamente, durante um mês, o jornal do Estadão".

Eu: Poxa, que legal. Então eu não tenho que firmar nenhuma espécie de compromisso financeiro?
Vendedor: "Nenhum compromisso, apenas uma taxa de entrega de 52,00 durante esse período".
Eu: Ah... Entendo. Bom, embora seja interessante, eu não estou em condições de arcar com nenhum custo adicional...

Vendedor
: "Mas senhor, você não está me entendendo, o serviço será totalmente gratuito".
Eu: E os 52,00 ? 

Vendedor
: "Senhor, fica até constrangedor você me dizer que não tem 52,00". 
Bom, daí em diante eu mudei o tom:
-
Olha, eu não tenho interesse em gastar dinheiro algum com o seu jornal. E, de qualquer forma, eu já acompanho diariamente através da internet e das edições disponíveis na faculdade. Edições não apenas do Estadão, mas também dos demais jornais. 
Vendedor: "Tenha uma boa tarde". 
_______________________
Na minha época (?) os vendedores tinham mais respeito pelos seus potenciais futuros clientes.
Eles não ligavam na sua casa para dizer desaforos; quer dizer... Na verdade eles faziam isso sim, vez ou outra.
Sim, sempre foram muito chatos e persistentes, mas não te chamavam de pobre caso você se recusasse a comprar determinado produto.
Hoje isso mudou... Não existe mais respeito algum.

Outro dia meu speedy parou de funcionar e quando liguei para a telefônica, dizendo que eu já estava há dois dias sem internet, a atendente disse, sem nem titubear, que nesse caso então eu deveria usar uma Lan House.

Bom...
Enviei um e-mail para o Estadão, reclamando.
Até hoje eles nem se deram ao trabalho de responder.

3 comentários:

  1. É uma puta falta de sacanagem!

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  2. Lol, passei a gostar deste vendedor. Já fiz também esse trabalho, costumava vender antenas parabólicas pelo telefone, a história era esta: fizemos um sorteio de 10 antenas e o/a senhor/a foi um dos seleccionados. Ganhou uma antena parabólica a custo zero. Mandamos uma técnico à sua casa proceder à instalação e tudo o que a senhora tem que pagar é a deslocação do técnico (vendíamos para as cidades do interior), para questão de portagem (pedágio), combustível e etc (o que nos der na telha), e esse valor é 50 euros. Em compensação terá 3 meses grátis do uso do equipamento."
    Aquilo era tudo treta, o equipamento não tinha nada grátis, logo no primeiro mês iam facturas a cobrar o aluguer das "caixas de transmissão", em quantias pequenas que não irritam a ninguém, mas como exige-se uma fidelização de 1 ano que não dizemos ao cliente ele acaba por pagar mais do que lhe fazemos acreditar.
    Só trabalhei um mês nisso, porque não tinha estômago para enganar velhinhas. Depois passei a vendedor porta-a-porta.

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  3. Nossa, eu também não sei se conseguiria trabalhar dessa forma. Muitas empresas funcionam dessa forma e ganham muito enganando os seus clientes.

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